sexta-feira, 3 de outubro de 2008

"Os Grandes Paradigmas da Filosofia e questões da Modernidade, Pós-Modernidade e Transmodernidade"

Integrante de grupo de Pesquisa do Mestrado do UNICURITIBA participa do curso "Os Grandes Paradigmas da Filosofia e questões da Modernidade, Pós-Modernidade e Transmodernidade" da UFPR

Nos dias 23 e 24/06/2008, em quatro encontros das 09h30 às 11h00 e das 19h00 às 20h30, na Sala de vídeo-conferência da Pós-Graduação da Faculdade de Direito da UFPR (3° andar), Eduardo Emanoel Dall’Agnol de Souza, integrante do Grupo de Pesquisa “Efetividade dos preceitos constitucionais sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade social ambiental: quo vadis, empresa brasileira?”, do Mestrado em Direito do UNICURITIBA, participou do curso de Filosofia "Os Grandes Paradigmas da Filosofia e questões da Modernidade, Pós-Modernidade e Transmodernidade".

O evento foi promovido pelo Centro Acadêmico Hugo Simas, integrando a Semana de Férias do CAHS, e consistiu em exposições do Professor Celso Ludwig, doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná, atualmente docente de Filosofia do Direito nessa instituição e de Filosofia Geral e Jurídica na Facinter. Além da formação em Direito, o professor Ludwig também é graduado em Filosofia (PUC-PR) e em Letras (UFPR). Segue uma resenha do evento com base na fala do professor, assim como nas fontes bibliográficas disponibilizadas aos participantes.

Durante o curso foram apresentadas as principais perspectivas da filosofia ocidental, que foram adequadas a uma classificação de períodos do pensamento filosófico a partir da noção de paradigma, originariamente formulada por Thomas Kuhn. As condições de construção do conhecimento foram analisadas em seus caracteres normativo, intelectivo e, ainda, em seus desdobramentos fáticos, levantando-se algumas críticas possíveis. A ênfase recaiu sobre o pensamento filosófico moderno, com especial atenção para o alerta de Enrique Dussel a um aspecto mítico negativo de institucionalização do etnocentrismo subjacente ao projeto da modernidade. Salientou-se, ainda, diagnóstico de Sérgio Rouanet sobre o desenvolvimento do pensamento Iluminista em suas principais aparições (Ilustração, Liberalismo e Socialismo). Pretendeu-se, enfim, apontar para a necessidade de reafirmação do projeto da modernidade no que ele guarda de libertador e de dignificante do ser humano, reafirmação formulada pela refutação de relativismos que impossibilitam a crítica e a superação de problemas sócio-culturais, com manifesta oposição às tendências suplantadoras da racionalidade que assolam o mundo contemporâneo.

O conceito de paradigma, inicialmente forjado para descrever os sucessivos processos de descontinuidade, crise e reformulação dos modelos de solução de problemas observáveis na história da ciência, é utilizado neste contexto para demonstrar os horizontes do saber ocidental nas várias formas que tomou desde seus primórdios na Antiga Grécia. A formulação das três tradicionais perspectivas da filosofia, a saber, cosmológica (da filosofia grega antiga), teocêntrica (Europa medieval) e antropocêntrica (do mundo ocidental moderno) - e uma quarta, ainda incipiente, denominada ecocêntrica - é assim transcrita quando cotejada com a noção de paradigma: ser (cosmológica), consciência (antropocêntrica) e linguagem (segunda metade do século XX). Essa abordagem dos horizontes de projeção do pensamento filosófico serviu para evidenciar o giro lingüístico na filosofia do século passado em, ao menos, três de suas aparições fundamentais. São elas: a Razão Comunicativa, de Karl-Otto Apel e de Jürgen Habermas; a Razão Sistêmica, de Niklas Luhmann, e a Razão Hermenêutica, de Hans-Georg Gadamer. A grande virada da linguagem foi a modificação dos pólos de fundamentação do pensamento, que na modernidade se centravam no sujeito e na consciência cartesianos (“Cogito ergo sum”), para a linguagem e o consenso. O conhecimento, que antes era apreendido pela mente humana (“res cogitans”), liberta da dúvida sistemática do método cartesiano por ser sua condição fundamental, passa a ser visto como consenso produzido através de um acordo argumentativo partilhado pelos interlocutores de um ato de comunicação (LUDWIG, 2006, p. 94).

A abordagem de Apel, denominada pragmática transcendental, recebeu atenção privilegiada porque se opõe a uma relativização ou negação do consenso pela multiplicidade de sentidos inerente às coisas (LUDWIG, 2006, p. 101). A vontade de argumentar e de produzir consenso através de critérios objetivos sempre prevalece, “pois quem recomenda o dissenso, argumenta; e quem argumenta busca o consenso sobre a argumentação em jogo” (idem, ibidem, p. 101).

À luz da crítica de Enrique Dussel ao projeto da modernidade são evidenciados dois conteúdos que atravessaram este simultaneamente. Um é o sentido primário de emancipação da humanidade através da razão invocado com o movimento do Iluminismo. O outro diz respeito aos desdobramentos práticos do mito que impregnou o pensamento europeu a partir do conteúdo primário da modernidade: a civilização moderna, que teria se tornado mais desenvolvida através da ascensão da racionalidade, teria o dever moral de civilizar os povos rotulados como primitivos.
A prática da violência naquele contexto seria, em última instância, legítima, por ter intenção de civilizar verdadeiramente o violentado (DUSSEL, 1992, p. 185-186). A “transmodernidade” insurge-se como meio para a superação dessa racionalidade unilateral e etnocêntrica porque situa a alteridade no centro de seu discurso. Assim, busca-se a realização do ideal da modernidade a partir do que ele tem de efetivamente emancipador (DUSSEL, 1992, p. 187). E isso só pode ser obtido com o reconhecimento e a subseqüente superação da modernidade em seu conteúdo mítico e negativo.

A análise de Rouanet (1993), em sentido contrário a de Dussel (1992), não se direciona especificamente aos excessos do projeto da modernidade, mas para o fato de este ser progressivamente negligenciado na contemporaneidade. Isso não obsta, todavia, uma análise minuciosa dos principais desdobramentos do que o autor denomina “Idéia Iluminista”, incidente nos últimos séculos. E o que ele pretende, a partir de uma síntese crítica dos movimentos da Ilustração, do Liberalismo e do Socialismo, é reconstruir o ideal racional iluminista nos dias de hoje, com a devida atenção a constatações que não podem ser refutadas pela História. A “Idéia Iluminista” deve ser, portanto, “instrumento de análise e padrão normativo” para a realidade (ROUANET, 1993, p. 43). Prima-se pelo universalismo do ser humano por meio da negação do etnocentrismo, porém sem se incorrer nos relativismos da antropologia cultural do século XX, que tornou o conceito de cultura inatingível a críticas. Se cada sociedade se constrói culturalmente de formas distintas, não seria possível escalonar padrões culturais. Assim, qualquer crítica a um determinado problema cultural seria sempre relativa, portanto, desautorizada ou descabida, porque partiria de uma perspectiva diferente da realidade observada. O universalismo a que Rouanet se refere tem por intenção última englobar todos os seres humanos, indistintamente, na assunção de sua individualidade, de sua liberdade e de sua capacidade de autonomia política, econômica e intelectual (ROUANET, 1993, p. 33).

A discussão delineada pelo professor Ludwig é de grande relevância para as temáticas abordadas nos trabalhos do grupo de pesquisa “Efetividade dos preceitos constitucionais sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade social ambiental: quo vadis, empresa brasileira?”. Afinal, o projeto da modernidade é considerado um fator de imensa e de contínua transformação da realidade, e as revoluções científica e tecnológica do século XX são alguns de seus inegáveis reflexos. Com as decorrentes transformações dos instrumentos de produção e dos modos de vida nas diferentes sociedades surgiram problemas sociais e ambientais sem precedentes históricos. O grupo de pesquisa, ao discutir o aspecto ambiental dos problemas que derivaram de um desenvolvimento econômico insensível aos impactos negativos de suas intervenções, e ao primar pela afirmação de preceitos constitucionais positivos favoráveis à concepção de desenvolvimento sustentável, redireciona a razão em favor do ser humano e de seu meio-ambiente, cujo exemplo pode ser o estudo, realizado em seminários do Grupo, da racionalidade ambiental proposta por Enrique Leff. Desse modo, o pensar racional reassume seu conteúdo crítico e é impedido de ser reduzido, conforme expressão de Theodor W. Adorno, à mera razão instrumental, ao saber técnico esvaziado de conteúdo crítico e puramente subserviente a fins estritamente econômicos (REALE, 1991, p. 844). Tal intento dirige-se, inevitavelmente, a impedir que o Iluminismo redunde em sua autodestruição.

Referências
Textos citados utilizados durante o curso
DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro. Petrópolis, Vozes, 1992.
LUDWIG, Celso. Para uma filosofia jurídica da libertação: paradigmas da filosofia, filosofia da libertação e direito alternativo. Florianópolis: Conceito, 2006.
ROUANET, Sérgio. Mal-estar na Modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. (Cap 1.)

Demais fontes consultadas
ADORNO, Theodor; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento. São Paulo: Cultrix, 2000.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Abril Cultural, 1999. Coleção: Os Pensadores.
REALE, Giovanni. História da filosofia: do romantismo até nossos dias. V. 3. São Paulo: Paulus, 1991.

Mais informações disponíveis em
Página do Centro Acadêmico Hugo Simas. Disponível em:
<http://www.cahs.org.br/site/index.htm>. Acesso em: 27 jun. 2008.

Blog do Grupo de Pesquisa. Disponível em:
<
http://quovadisempresabrasileira.blogspot.com>. Acesso em: 27 jun. 2008.

Como citar esta matéria
BESTER, Gisela Maria; SOUZA, Eduardo Emanoel Dall’Agnol; VENTURI, Eliseu Raphael. Integrante de grupo de Pesquisa do Mestrado do UNICURITIBA participa do curso "Os Grandes Paradigmas da Filosofia e questões da Modernidade, Pós-Modernidade e Transmodernidade" da UFPR. Disponível em: <
http://quovadisempresabrasileira.blogspot.com>. Acesso em: 22 set. 2008.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

FILMOGRAFIA 27/09/2008


Nesse sábado, 27/09/2008, das 08h30 às 12h30, ocorrerá a 4ª Filmografia Seguida de Debates, promovida pelo Mestrado em Direito e Cidadania e pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão do UNICURITIBA.
Organizadas pela Professora Doutora Gisela Maria Bester, que coordena o Mestrado e é Líder do Grupo de Pesquisa "quo vadis, empresa brasileira?", as filmografias congregam debates tanto dos Professores que desenvolvem pesquisas correlatas aos assuntos dos filmes quanto dos acadêmicos e demais presentes. O momento é de confreternização de pontos de vista e de discussão de idéias, tendo como ponto de partida as reflexões levantadas pelas películas, que são transformadas em objeto de análise e apreciação, aproveitando-se as vantagens didáticas que o filme apresenta, sem se abandonar a interpretação pautada por diversos pressupostos teóricos do Direito e das demais Ciências Sociais, o que permite uma abordagem multidisciplinar dos temas.
Desta vez o filme será "Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos" (1999), do diretor brasileiro Marcelo Masagão. Trata-se de uma apaixonante obra cujo percurso explora os meandros do século XX, naquilo que esse período significou enquanto desdobramentos tecnológicos, conflitos sociais e resultados humanos.
O evento contará com o debate dos Professores Doutores Luiz Fernando Lopes Pereira e André Filipe Pereira Reid dos Santos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Pesquisadora e Líder do Grupo Quo Vadis conquistou o primeiro lugar no Prêmio ETHOS-VALOR 2008

Em 9/9/2008, realizaram-se, em São Paulo, o Seminário Educação para Sustentabilidade e a Cerimônia de Entrega do Prêmio Ethos-Valor, 8ª Edição, no auditório do SESC Vila Mariana, promoção do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, do UniEthos – Educação para a Responsabilidade Social, e do jornal Valor Econômico.

A Profª Drª Gisela Maria Bester, coordenadora do Mestrado em Direito Empresarial e Cidadania, do UNICURITIBA, foi um dos finalistas ao Prêmio. Ela havia inscrito trabalho científico resultante do Grupo de Pesquisa “Efetividade dos preceitos constitucionais sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental: quo vadis, empresa brasileira?“.

Como finalista, participou da parte inicial do Seminário (Apresentação dos Trabalhos Finalistas do Prêmio Ethos-Valor), que ocorreu das 14 às 17 horas. Nessa parte, cada finalista foi chamado ao palco – em blocos de três, de acordo com a sua categoria – e foi entrevistado pela jornalista Célia Rosemblum, editora de Projetos Especiais do Valor Econômico. Assim é que os trabalhos foram apresentados ao público presente – com abertura a perguntas da platéia. Esse momento nas edições anteriores não existiu.

Já das 18 às 19h30 houve o Debate sobre Educação para Sustentabilidade, com o objetivo de discutir a formação para a sustentabilidade na academia brasileira e verificar a evolução dos trabalhos realizados na área. Fizeram parte da mesa debatedora: Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos e do UniEthos; Paulo Itacarambi, vice-presidente do Ethos e do UniEthos; Cláudio Boechat, professor da Fundação Dom Cabral – Escola de Negócios, de Belo Horizonte; Jacques Demajorovic, professor, autor de vários livros na área e coordenador do primeiro Curso de Gestão Ambiental criado no Brasil, o do Centro Universitário Senac; Rachel Trajber, coordenadora-geral de Educação Ambiental do Ministério da Educação – MEC, de Brasília.

Na terceira e última parte do Seminário, que foi propriamente a Cerimônia de Entrega do Prêmio Ethos-Valor, 8ª Edição, das 20 às 21 horas, a Professora Gisela teve a imensa alegria de se ver anunciada como vencedora de sua categoria e ser convidada ao palco para receber o Troféu Prêmio Ethos-Valor.

Após seus agradecimentos, a Professora Gisela recebeu muitos cumprimentos – especialmente por ter também o diferencial de ser a autora do primeiro trabalho da área do Direito a vencer o Prêmio – e concedeu entrevistas à jornalista Sílvia, que cobre a temática da sustentabilidade empresarial e o Prêmio no Jornal Valor Econômico, há oito anos, e à representante da revista Negócios Sustentáveis, de São Paulo.

O trabalho vencedor na categoria Projeto de Extensão, de autoria da Professora Gisela, despertou muita curiosidade nos presentes, pelo diferencial de levar a criativa linguagem do documentário The Corporation para uma filmografia seguida de debates, com alto potencial de disseminação dos conceitos de sustentabilidade e de responsabilidade socioambiental das empresas – tema emergencial e emergente na contemporaneidade. Intitulado “A responsabilidade socioambiental da corporação no contexto do aquecimento global, da sociedade de risco e do desenvolvimento sustentável: quo vadis, empresa?”, o projeto poderá ser adaptado por qualquer instituição de ensino superior, uma vez que é didático e totalmente auto-explicativo. “Trata-se de um verdadeiro roteiro de atividade extensionista com o uso de tecnologia educacional, já testado no UNICURITIBA, quando se revelou ser uma experiência vitoriosa”, esclarece a professora Gisela. Ademais, afirma Gisela, “esta conquista demonstra que também nas instituições privadas de ensino superior é possível fazer-se pesquisa de qualidade”.

Confira algumas fotos do evento


1. Profª Gisela Bester com Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos e do UniEthos


2. Profª Gisela com o autor Jacques Demajorovic

3. Participantes do Debate sobre Educação para Sustentabilidade (da esquerda para a direita: Célia Rosemblum, Cláudio Boechat, Paulo Itacarambi, Rachel Trajber, Jacques Demajorovic e Ricardo Young)


4. Gisela Bester e o Reitor do UNICURITIBA, Danilo Viana, com os troféus do Prêmio (de finalista e de 1º lugar)


4. Gisela Bester e os membros do Grupo de Pesquisa: à frente, da esquerda para a direita: Juliana, Melina e Marjorie; ao meio, da esquerda para a direita: William, Elizabeth, Fernanda, Gisela e Eliseu; ao fundo, da esquerda para a direita: Gustavo, Thiago e Eduardo.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

PESQUISADORA DO MESTRADO É FINALISTA EM CONCURSO CIENTÍFICO NACIONAL

Gisela Maria Bester, pesquisadora do Mestrado em Direito do UNICURITIBA, é autora de um dos três trabalhos científicos eleitos como finalistas da categoria Professores, subcategoria Projeto de Extensão, da 8ª edição do Prêmio Ethos-Valor (concurso para Professores e Estudantes Universitários sobre Responsabilidade Social das Empresas e Desenvolvimento Sustentável), promovido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, o UniEthos, e pelo jornal Valor Econômico.

Seu trabalho "A Responsabilidade Socioambiental da Corporação no Contexto do Aquecimento Global, da Sociedade de Risco e do Desenvolvimento Sustentável: quo vadis, empresa?" irá concorrer com mais dois finalistas de sua subcategoria, um da Universidade Estadual da Bahia (UEBA) e outro da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Os vencedores do concurso, nas subcategorias Graduação, Pós-Graduação, Artigo de Pesquisa, Plano de Ensino e Projeto de Extensão, serão conhecidos em 9/9/2008, durante o Seminário Educação para Sustentabilidade e Cerimônia de Entrega do Prêmio Ethos-Valor.

A professora Gisela, enquanto finalista, irá apresentar seu trabalho na primeira parte do evento, que ocorrerá das 14 às 17 horas. Nessa parte, os mestres-de-cerimônia da Comissão Organizadora do concurso irão realizar perguntas sobre o trabalho, para que o público tome conhecimento do assunto tratado.

O trabalho é um dos sete que foram inscritos no certame pelos integrantes do Grupo de Pesquisa "Efetividade dos Preceitos Constitucionais sobre Responsabilidade Socioambiental: quo vadis, empresa brasileira?", do Mestrado em Direito do UNICURITIBA, em março deste ano. “À época trabalhamos incansavelmente para bem representar o Grupo e o Mestrado no concurso. Tendo em vista que concorremos com cerca de 500 trabalhos científicos, já me considero vitoriosa por ter chegado entre os três mais bem avaliados”, afirma Gisela.

É a primeira vez que o UNICURITIBA participa do Prêmio Ethos-Valor e, na categoria em evidência, foi a única instituição privada a ser selecionada como finalista.


Disponível em: <http://mkt1.aena.br/fic/inteirafic.php#MZn61521c3e4c>. Acesso em: 26 ago. 2008.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

"Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento: o papel do CNPq", proferida pelo Doutor Marco Antonio Zago

Integrante do Grupo de Pesquisa participa da Aula Magna "Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento: o papel do CNPq", promovida pela Pós-Graduação da UFPR e proferida pelo Presidente do CNPq Doutor Marco Antonio Zago

Em 28 de julho de 2008, das 14h30 às 17h00, no Auditório Professor Ulysses de Campos, do Setor de Ciências Sociais e Aplicadas, campus Jardim Botânico, a integrante Elizabeth Araujo dos Santos, do Grupo de Pesquisa "Efetividade dos preceitos constitucionais sobre responsabilidade socioambiental: quo vadis, empresa brasileira?", do Mestrado em Direito do UNICURITIBA, participou da abertura do segundo semestre letivo de 2008 da UFPR, com a Aula Magna proferida pelo Presidente do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico –, Doutor Marco Antonio Zago.


O Professor Zago abordou diversos temas de interesse acadêmico, ressaltando que a produção de conhecimento tem papel decisivo no desenvolvimento econômico e social, uma vez que, segundo Pasteur "não existe ciência aplicada, somente aplicação da ciência."
Exemplos do papel cumprido pelo CNPq são os programas de fomento à pesquisa, tais como: Programas de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e de Iniciação Científica Júnior (ICJ), além dos Programas de formação em Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado e o Programa de Bolsas para Produtividade em Pesquisa. Também merecem destaque: incentivos em Tecnologia, Extensão e Inovação; editais para projetos de pesquisa e projetos dos Fundos Setoriais de C&T; apoio a eventos relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação; Programa Apoio a Núcleos de Excelência (PRONEX); Institutos do Milênio; Primeiros Projetos (PPP); Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR); Apoio a Publicações Científicas; Cooperação Internacional; Parcerias com as Secretarias de C&T e Fundações de Apoio a Pesquisas Estaduais.
Segundo Zago, o plano de Estado para a Ciência e Tecnologia tem como missão quatro dimensões estratégicas: desenvolvimento de pesquisa de alta qualidade; transferência para o setor produtivo; formação de RH e transferência de conhecimento para a sociedade.
Ao comentar o cenário internacional, Zago destacou que no Canadá, Inglaterra, Alemanha e EUA as pesquisas concentram-se mais nas indústrias e no governo do que nas universidades; em contrapartida, no Brasil, concentra-se quase que exclusivamente em universidades, e isto precisa ser repensado por todos nós. Alemanha e França lideram disparadamente o cenário mundial de pesquisas científicas, tanto em qualidade quanto em quantidade.
Ainda, o palestrante destacou que o Brasil possui apenas 9.400 doutores (conforme dados de 2006), e que esse número precisará triplicar para equipararem-se os quadros nacionais dos países desenvolvidos. Já a produção de artigos científicos, por exemplo, na área de Ciências Ambientais, no período de 2002 a 2006, foi de 4.105; a China, por sua vez, produziu 17.214, ocupando o 13° lugar no ranking de publicações. As produções cuja temática seja o meio ambiente permanecem um desafio tanto nacional quanto internacionalmente.
Na tentativa de reverter tal realidade da pesquisa brasileira, que de acordo com os dados de 2005 investiu 0,9% do PIB, o CNPq lança o Edital dos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, um investimento de R$ 435 milhões e com metas ambiciosas, cuja parceria envolve três agências federais (CNPq, FINEP e Capes) e três agências estaduais (FAPEMIG, FAPERJ e FAPESP), com foco temático em várias áreas do conhecimento, especialmente: Biocombustíveis, Energia Elétrica, Hidrogênio e Fontes Renováveis de Energia, Educação, Petróleo, Gás e Carvão Mineral, Amazônia, Biodiversidade e Recursos Naturais, Mudanças Climáticas, Defesa Nacional, Segurança Pública e Inclusão Social.
Para maiores informações, disponibiliza-se aos interessados o CD com a gravação da palestra na íntegra, na secretaria do Mestrado do UNICURITIBA.

Nota redigida por Gisela Maria Bester, Elizabeth Araujo dos Santos e Eliseu Raphael Venturi, integrantes do Grupo de Pesquisa "Efetividade dos preceitos constitucionais sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental: quo vadis, empresa brasileira?".


Referências:
Brasil – Ministério da Ciência e Tecnologia: planos estratégicos. Disponível em: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/15854.html .

R$ 435 Milhões - Edital dos Institutos Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação. Parceria envolve três agências federais (CNPq, FINEP e Capes) e três agências estaduais (FAPEMIG, FAPERJ e FAPESP).
Disponível em: http://www.cnpq.br/saladeimprensa/noticias/2008/0804b.htm .


Sítio do Ministério da Ciência e Tecnologia brasileiro.
Disponível em: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/index.php.

Sítio do CNPq. Disponível em: http://www.cnpq.br/.

Blog do Grupo de Pesquisa. "Efetividade dos preceitos constitucionais sobre desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental: quo vadis, empresa brasileira?". Disponível em: http://quovadisempresabrasileira.blogspot.com/.